15 de dez de 2009

RITMO

O ritmo das ruas, o frio na alma, o medo da loucura, esse meu amor que nunca chega...
Não importa, não quero mais.
Tenho que driblar a dor
Tenho que driblar a dor, mas ela me alfineta a alma.
O vai-vem do trânsito
Sofrer não tem hora, lugar?
Coração bate forte, bate rápido, bate mais
Sinal dos tempos...
Eu envelheço... Tem importância?
Só a depressão crescente
Tenho que driblar a dor da dor, da falta de amor, vazio na alma, pânico presente, vertigem, vontade de morrer e rápido, vapt vupt
Que seja indolor que seja breve...
Alguém falou de uma luz?
Fim do túnel.
Coração que pulsa coração que sente. 
O medo vem na boca, que seca e emudece...
Vertigem.

3 comentários:

  1. Rosário, triste, bonito e um alento porque ritmo. Este - o ritmo, pressupõe que exista a possibilidade de outros andamentos (que bom!). E, sabe-se lá, mas não houvesse estas alternâncias não seria percebida a mudança para o allegro ainda que por vezes ma non troppo.
    Beijos

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  2. realmente, uma beleza, querida rosario.

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