29 de jan de 2010

Deixe-me ficar aqui.
Quieta, não emitirei
Um som sequer.
Só teu calar me protegendo
Ao abrigo de ventos fortes
Grito
Eu que sou tão frágil
Tenho essa voz aqui engasgada na garganta
Que teima em se fazer ouvi
Se sufocado pode vir a assustar
Quando se tornar um grito aterrador
Eu que nunca me julguei capaz
De andar com os próprios pés
Deixe-me ficar aqui.
Não sei como pede ousar
engatinhar pra longe de você

2 comentários:

  1. paulo henrique cunha9 de fevereiro de 2010 22:01

    que titulo apropriado!
    uma visao crua da realidade que vivemos, se considerado metaforicamente e a propria metafora do inferno em que nos encontramos, se pensarmos bem.

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